Avaliação Termo-Luminosa de uma Escola de Ensino Fundamental
Autores: CANELLAS, K. V. ; BOGO, A. J. ; JAEGER, K. ; WARMLING, J.
RESUMO Muitas escolas públicas são projetadas dentro de padrões funcionais e construtivos, que não levam em consideração as exigências de conforto ambiental de seus usuários. Este artigo apresenta parte dos resultados obtidos na vertente de conforto ambiental inserida na pesquisa de Avaliação Pós-Ocupação de Escolas Estaduais de Ensino Fundamental na cidade de Blumenau / SC, de clima mesotérmico úmido com verões quentes. O trabalho baseou-se em observações, entrevistas, questionários, registro fotográfico e medições in loco. Verificou-se a área de ventilação, sombreamento e inércia térmica dos ambientes estudados, segundo estabelecido pela NBR 15220-3. Por meio de medições de temperatura, umidade relativa e velocidade do ar, avaliou-se o voto médio estimado em relação a sensação térmica (PMV) e a percentagem de pessoas insatisfeitas (PPD). Para a análise do desempenho luminoso, foram realizadas medições de iluminância nos ambientes selecionados. Os sistemas construtivos identificados para paredes externas são adequados aos recomendados pela norma; para as coberturas, devido a ausência de isolamento térmico, identificou-se um resultado muito próximo da inadequação. Com relação ao conforto térmico verificou-se que a escola avaliada possui orientações solares adequadas. O maior problema térmico se refere à sensação de calor, experimentada nos períodos do verão, primavera e eventualmente no inverno. Quanto ao desempenho luminoso, a utilização da iluminação natural só é possível na zona luminosa próxima das janelas, sendo indicado o controle da radiação solar direta para garantir uniformidade de iluminâncias e controle de luminâncias, além da iluminação artificial suplementar nas zonas luminosas mais afastadas das janelas.