O mundo pode ser a arte das mãos de Deus, mas não são simples mortais que tem mãos próprias para fazê-lo melhor. Este ano, um grupo de engenheiros britânicos recomendou a construção, espalhada pelo Reino Unido, de florestas de árvores artificiais para combater o aquecimento global; e um designer do Brooklyn completou o protótipo de um painel solar na forma de uma folha de árvore, que pode em breve substituir as heras (plantas que se fixam na fachada das construções).
Os dispositivos em forma de árvore, criados por Klaus Lackner, um geofísico da Universidade Columbia, assemelha-se a uma folha gigante. Elas usam as tecnologias de captura e armazenagem de carbono feitas, há milhares de anos, pelos grandes vegetais e tem a função de absorver as emissões feitas por fontes dispersas como a locomoção e a residência das pessoas, já que os equipamentos para a absorção destes gases em pequena escala são ineficientes. O Instituto de Engenharia Mecânica calcula que uma floresta de 100000 destas árvores podem absorver, durante o verão, metade das emissões de carbono do Reino Unido, tornando a floresta de absorvedores milhares de vezes mais eficiente que uma floresta natural.
O sistema de crescimento do designer Samuel Cochran é composto por módulos em forma de folhas de árvores que absorvem tanto a energia solar quanto a eólica. A vantagem deste sistema é a possibilidade de instalá-lo nas fachadas de prédios já que foram projetados para capturar a luz que incide de forma oblíqua sobre ele, diferente dos painéis tradicionais que precisam ser instalados em locais onde a luz incida em ângulo de 90º.
Nenhum dos projetos tem a pretensão de substituir as florestas naturais por árvores Frankenstein. Por causa de sua capacidade limitada de absorver carbono, as árvores artificiais são um paliativo por uns cem anos, tempo suficiente para criarmos soluções sustentáveis ao uso do carbono.