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Aumento no faturamento publicitário

29/08/2011 | Tags: design gráfico publicidade

Fechados os números do Projeto Inter-Meios relativos ao primeiro semestre de 2011, o resultado mostra que a mídia brasileira faturou R$ 12,86 bilhões no período com a venda de espaços comerciais. O montante é 2,7% superior ao registrado nos seis primeiros meses de 2010, ano de Copa do Mundo, que sempre impulsiona os investimentos em comunicação. Esse valor não desconta a inflação.



O índice pode parecer modesto, mas é preciso observar que o primeiro semestre de 2010 foi excepcionalmente bom para o mercado publicitário que, na ocasião, obteve faturamento quase 30% acima do resultado do mesmo período de 2009. Diante disso, ampliar os valores por volta de 3% é considerado um desempenho positivo pelos veículos. E a aposta é que a tradição vai se confirmar, com o segundo semestre mais aquecido que o primeiro.

Os números do Projeto Inter-Meios, coordenado por Meio& Mensagem e com contabilização dos investimentos em mídia feita pela empresa de auditoria PricewaterhousCoopers, já incluem descontos resultantes de negociação entre as partes. Estima-se que o valor apurado pelo projeto corresponda a 90% do total faturado pela mídia brasileira.

Com uma fatia equivalente a 63,4% do total das verbas publicitárias, a TV aberta dá o tom do desempenho deste primeiro semestre: seu faturamento aumentou 1,8%, chegando a R$ 8,15 bilhões. A televisão tem a maior fatia, mas o maior índice de crescimento foi, mais uma vez, da internet: 16%. O meio faturou R$ 625,4 milhões e detém hoje 4,86% do share. A expectativa do Interactive Advertising Bureau (IAB Brasil) era um aumento entre 18% e 20% para o primeiro semestre e a previsão da entidade de alta para o meio é de 25% no ano.



Dentre as mídias mapeadas pelo Projeto Inter-Meios, a Mídia Exterior como um todo apresentou o segundo melhor índice de crescimento no faturamento publicitário (14,4%), ficando atrás apenas da internet. No total o meio arrecadou R$ 413,6 milhões com venda de espaços comerciais, com participação de 3,2% no bolo publicitário.

A TV por assinatura também registrou desempenho acima da média do mercado, da ordem de 10%, tendo faturado R$ 491,8 milhões no primeiro semestre. Entretanto, sua fatia no bolo publicitário (3,8%) ficou menor que a da internet. O aumento da base de assinantes e o sonho de consumo da classe média de ter canais pagos em casa são apontados como os fatores responsáveis pela boa performance do meio.

Na mídia impressa as revistas cresceram em linha com a média do mercado (3,2%) e os jornais ficaram na mesma, praticamente empatando com o faturamento do primeiro semestre de 2010. Em valor as revistas faturaram R$ 885,7 milhões (com share de 6,9%) e os jornais, R$ 1,6 bilhão (com participação de 12,4%).

Para rádio, cinema e guias e listas, o ano até agora não foi bom: eles viram seu faturamento publicitário encolher. No caso do rádio, cujo share está em 4%, a arrecadação ficou em R$ 512,6 milhões, 2,2% menor que no mesmo período de 2010. Os guias e listas viram as verbas publicitárias encolherem em 5,7% nos seis primeiros meses do ano (embora, no mês de junho, elas tenham crescido 16,1%), fechando o período com R$ 146,4 milhões. E, no caso do cinema, os R$ 40, 2 milhões do primeiro semestre de 2010 caíram para R$ 37,3 milhões este ano.

Os números completos estão no site do Projeto Inter-Meios, na aba Relatórios de Investimento. O acesso é livre.

Fonte: Meio & Mensagem

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