O trabalho surgiu a partir de um estudo iniciado como experimento em sala de aula para crianças e se tornou uma dissertação de mestrado da professora de química, Denise Moreira dos Santos.
O combustível é obtido da mesma forma como acontece com outras matérias-primas. O óleo essencial é extraído da borra de café por meio do uso de etanol como solvente. Após a extração, o material é posto em contato com um catalisador alcalino, que realiza uma reação de transesterificação com a qual se obtém o biodiesel.

Segundo a professora (atualmente, ministrando o curso técnico de Química no Centro Paula Souza, entidade que administra Etecs e Fatecs, em São Paulo-SP), a pesquisa tinha por objetivo mostrar aos alunos que era possível aproveitar um resíduo descartado no ambiente para a produção de energia. “É possível ainda utilizar a energia solar para secar a borra, no lugar de fornos e estufas”, diz ela.
Com o alto consumo de café no país, há uma grande quantidade de resíduos descartados no meio, o que é prejudicial ao ambiente. A professora alerta que o descarte da borra do café e o uso do material como fertilizante contaminam o solo.
Ela sugere a utilização do resíduo na produção do biodiesel em pequenas comunidades agrícolas para o abastecimento de tratores e máquinas.
Fonte: Planeta Sustentável
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