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"Consumidor sustentável" é o próximo passo ao respeito ambiental

01/07/2010 | Tags: design gestão

Sempre que se fala em compromissos com a sustentabilidade, de respeito ao meio ambiente e à sociedade logo se pensa nas posturas que empresas e prestadores de serviço devem assumir para equilibrar os gastos dos bens do planeta. Porém, as contrapartidas mundiais já exigem a discussão em um patamar mais abrangente, que inclui um novo agente social: o consumidor sustentável.



Foi durante o seminário Instrumentos Fiscais e a Reciclagem de Resíduos na Fiesp que o Secretário Estadual do Meio Ambiente, Pedro Ubiratan, insistiu na urgência de Estado e sociedade dirigirem esforços para a reeducação do consumidor, quem de fato define a demanda por produtos e serviços.

“Ainda temos um consumidor muito preconceituoso em relação ao que é reciclado. Há a crença de que este tipo de produto possui menor qualidade”, argumentou. “Temos urgência em alterar esse cenário”, completou.

Em relação ao papel do governo estadual de São Paulo, Ubiratan anunciou que está sendo trabalhado um Sistema Declaratório Anual de Resíduos Sólidos, no qual as empresas terão de revelar a quantidade e destinação das sobras de suas produções.

Na opinião do secretário de Meio Ambiente, a iniciativa ajudará a estipular metas mais adequadas à reciclagem de materiais. “Dessa forma será mais fácil definir regras específicas de reciclagem por setor produtivo e mais equilíbrio ao papel de cada um”, apostou.


Menor x Melhor

Por outro lado, o diretor de Responsabilidade Socioambiental da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), André Luis Saraiva, ressaltou que o Estado também deveria cumprir com sua função de “consumidor consciente”. Em sua avaliação, não é isso o acontece. “Na hora da compra, a prioridade do Estado tem sido o menor preço, quando ele deveria optar pelo melhor preço”, criticou.

Já o Delegado da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária de São Paulo (Derat/SP), Antonio Carlos Lessa, completou dizendo que apenas punir as ações prejudiciais ao meio ambiente não basta. Para ele, o ideal é direcionar incentivos e alívios fiscais a empresas que realizam boas práticas sócio-ambientais.

“Questão importante no debate da sustentabilidade é a cobrança por produtos mais eficientes e menos poluidores por parte das indústrias. Não só punir, mas também beneficiar quem merece”, defendeu.

Segundo Lessa, este deve ser o preceito norteador de medidas como a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que regulamenta o ciclo completo dos produtos, desde a obtenção de matérias-primas e insumos, passando pelo processo produtivo e pelo consumo até a disposição final. O processo tem que integrar empresas, comerciantes e consumidores.

Fonte: FIESP




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