Jaime Troiano, do Grupo Troaino de Branding apresentou no Maximídia 2010 uma pesquisa sobre o Poder das Marcas Regionais. A inspiração do estudo ancora-se na representatividade destas marcas em categorias como alimentos, higiene, limpeza e bazar que atinge 34% segundo a Nielsen. Este montante, que varia de acordo com a categoria e a região, atingindo 45% no nordeste, por exemplo.
Jaime falou com a propriedade de quem auxiliou a construção, fortalecimento e expansão de marcas de todas as regiões do Brasil em todos os ramos de atuação do Grupo Troiano. O estudo, que teve base qualitativa e quantitativa avaliou marcas no Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Pernambuco e estratificou o impacto destas marcas na Pirâmide de Auditoria de Marca, ferramenta inspirada na Pirâmide de Maslow. O nível mais alto que uma marca pode atingir é o da Idealização, patamar em que as marcas conseguem que seus consumidores sejam seus advogados. O histórico de pesquisas com mais de 600 marcas no Brasil do Grupo Troiano ensinou que 9% dos consumidores brasileiros idealizam marcas. Com base neste patamar a pesquisa mostrou que:
- 45% dos gaúchos idealizam a Panvel(farmácia/drograria);
- 12% dos gaúchos idealizam o Zaffari(hipermercado);
- 20% dos mineiros idealizam a Aymoré(biscoitos)
- 24% dos mineiros idealizam a Vilma(massas)
- 39% dos mineiros idealizam a Drogarias Araújo;
- 29% dos pernambucanos idealizam o Hipercard (cartão);
- 58% dos pernambucanos idealizam a Indaiá (águas).
Estes resultados não são superiores apenas em relação à média nacional (9%) mas também em relação às marcas com as quais foram comparadas sejam nacionais ou não oriundas da região. Segundo Troiano as razões das marcas regionais serem tão fortes são: a questão logística ou a proximidade entre a produção e o consumo, o apartheid mercadológico, ou a falta de conexão com os valores locais de marcas nacionais geridas no eixo Rio/São Paulo, a proximidade e conhecimento da cultura local, o sentimento de pertencimento que estas marcas geram, a preservação da identidade local e a confirmação da presença e da auto estima.
Jaime nos ensina que, acima de tudo, as marcas regionais tornam-se poderosas por meio da atenção, calor humano, acolhimento e carinho com que se relacionam com seus consumidores. Afeto é, então, diferencial competitivo.