Os escritórios de design e branding do mundo todo estão acostumados a criar e desenvolver marcas dos mais diversos tipos de clientes. Mas e quando o briefing refere-se ao próprio umbigo? Na maioria das vezes o ditado “casa de ferreiro, o espeto é de pau” é válido. Mas...

Digo isso, pois nem sempre a gestão da marca é trabalhada em conjunto com as demais comunicações visuais, que incluem até mesmo a arquitetura do local.

Essa foi a minha percepção em relação ao escritório holandês BrandBase. Situado em Amsterdã, o escritório focado em branding possui um site moderno e uma marca azul. Na contramão do processo, a arquitetura do escritório une espaços em branco (mantendo o conceito clean) e pontuações em preto (sofá, cadeira, corrimão, etc.). Ora, a arquitetura é incrível, mas porque dispensar o azul da marca e adotar o preto?

Concordo que a aplicação dos suportes de madeira (os mesmos usados em armazéns) como ferramenta para criar mesas, escadas e piso foi uma solução fantástica. Mas não seria o caso de adotar um azul escuro como cor secundária?

Discussões a parte do branding, a sede da BrandBase é um escritório que muitos designeres adorariam ter. Moderno, espaçoso e, visualmente, uma obra prima do design de interior.

Talvez aqui esteja o erro entre a discussão marca X espaço. Não sei se perceberam, mas falei o texto inteiro sobre arquitetura e no último parágrafo afirmei que o local é “uma obra prima do design de interior”. Isso porque a parte interna foi feita por um arquiteto. Não seria o caso do projeto ser comandado por um designer de interiores, nem que com o mínimo de conhecimento em identidade visual? Uma pergunta simples, mas que pode gerar muitas polêmicas.

Fonte: com limão
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