go-to-idee

Notícias

Dualismo valorizado

28/02/2011 | Tags: design gráfico gestão cinema

Darren Aronofsky sabe como levar as suas personagens a bater no fundo. Mas em "Black Swan" há também uma espécie de catarse, fazendo de Natalie Portman a (anti) heroína de uma tragédia grega do século XXI em dois atos.

É, de perto, que acompanhamos a ascensão de Nina Sayers (Natalie Portman) a primeira bailarina da companhia de dança a que pertence. Sendo protagonista de "O Lago dos Cisnes", ela deve ser inocente, como o cisne branco, mas também sensual e provocante, à semelhança do cisne negro. Mas a sua natureza frágil e virginal, preservada a pulso pela mãe, impede-a de dançar, na perfeição, esse último papel.



Mas, aqui, a vida imita a arte e o lado obscuro de Nina acaba por despontar, como causa e consequência do seu repentino protagonismo na companhia: a necessidade de se libertar da atitude opressiva e castradora da mãe empurra-a para uma relação de amor e ódio com a também bailarina Lily (Mila Kunis), em quem reconhece a desinibição e sensualidade que deve absorver para melhor interpretar o cisne negro.

Tal como na tragédia grega, o herói desafia a ordem estabelecida; Nina embarca numa viagem de exploração da sua sexualidade e do delírio da droga e rompe com o seu ritual de dedicação doentia à vida familiar e à dança.



Através da câmara de Darren Aronofsky e da música sempre perturbadora de Clint Mansell, dos Kronos Quartet, assistimos de forma assustadoramente próxima à fragmentação de uma mente e à ruína de um corpo.

Há aqui, aliás, um paralelo evidente com The Wrestler, onde Randy (Mickey Rourke) vai desenhando e coleccionando feridas que auto-inflige no corpo, porque a dor torna-se inatingível no meio dos aplausos do público. "O único sítio onde me posso magoar é lá fora", diz. Fora do palco, entenda-se.



E é esse elemento que aproxima o universo do wrestling e o universo da dança: no palco, tanto Nina como Randy voam em queda - e luta - livre para a melhor actuação das suas vidas.

Também Natalie Portman tem aqui o papel da sua vida (a sua prestação já lhe valeu um Globo de Ouro e um BAFTA, prêmio da Academia Britânica de Cinema e Televisão), mas resta a dúvida: será a Academia ainda demasiado púdica para premiar o mais arrojado filme da lista de nomeados?



Fonte: Obvious

Notícias Relacionadas:

- A cor de 2012
- Viva mais, consuma menos!
- Quadros digitais
- Aumento no faturamento publicitário

Indique a um amigo Receba notícias Entre em Contato
adicionar mais amigos

especialista técnico

Colabore conosco, inscreva-se como especialista técnico!

inscreva-se agora
Ver Mais

receba notícias

cadastrar remover
Ver Mais

rss

Receba nossas notícias e novos cursos ou eventos via rss!

assinar rss de notícias assinar rss de cursos e eventos
Ver Mais
Contato através de contato@go-to-idee.com.br
go-to-idee | Todos os Direitos Reservados ©