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Energia via tinta

19/10/2009 | Tags: inovação materiais

Células solares impressas” em folhas de papel ou “pintadas” em paredes, janelas e telhados.

A ideia pareceu surreal?

Mas não é. A nanopartícula solar em formato de tinta foi desenvolvida na Universidade do Texas, e poderá ser utilizada em qualquer superfície, captando a energia do sol e transformando-a em eletricidade.

Segundo Brian Korgel, engenheiro químico e um dos pesquisadores responsáveis pelo projeto, a nova célula poderá ser fabricada utilizando apenas um décimo dos custos necessários para produzir uma placa solar tradicional.

“Isso é essencialmente o que é necessário para tornar a tecnologia da célula solar fotovoltaica amplamente adotada”, disse Korgel. “O sol fornece um recurso de energia quase ilimitado, mas as atuais tecnologias de aproveitamento solar são caras e não podem competir com os combustíveis fósseis.” A célula solar líquida pode ser produzida com 1/10 do valor utilizado para produzir as tradicionais.

Nos últimos dois anos, Korgel e sua equipe têm trabalhado na fabricação dos nanomateriais para a energia fotovoltaica – ou célula solar. Os estudos estão sendo desenvolvidos no Departamento de Química e Bioquímica da Universidade, em parceria com o Departamento de Engenharia Electrotécnica e Informática. O estudo também foi apresentado recentemente em uma edição da conceituada revista Journal of American Chemical Society.




A tinta solar
As tintas podem ser utilizadas em uma impressora rolo a rolo e em uma superfície de plástico ou aço inoxidável. “Você teria que pintar algumas camadas da tinta no material absorvente”, informou Korgel. Ele conta que o processo utiliza nanomateriais para a absorção da luz solar 10 mil vezes mais finos que um fio de cabelo. Graças às propriedades físicas do seu tamanho microscópico, é possível obter uma maior eficiência dos dispositivos, afirma.

Em 2002, ele co-fundou uma companhia chamada Innovating, baseada na Califórnia, que produz tintas usando o silício como base. Desta vez, Korgel e sua equipe estão usando seleneto de cobre, índio e gálio (CIGS), que são mais baratos e têm menor impacto ambiental. O engenheiro Brian Korgel testa sua invenção – “você poderá vê-lo sendo usado dentro de três a cinco anos”. “CIGS tem algumas vantagens sobre o silício”, disse Korgel. “Esse é um semicondutor de gap de banda direto, o que significa que você precisa de muito menos material para fazer uma célula solar, e essa é uma das maiores vantagens em potencial do produto”.



Sua equipe desenvolveu protótipos de células solares com uma eficiência de 1%, no entanto, eles visam chegar a 10%. “Se chegarmos a 10 % haverá um verdadeiro potencial de comercialização”, disse Korgel. “Se funcionar, acho que você poderá vê-lo sendo usado dentro de três a cinco anos”, afirmou o engenheiro que também informou que já há interesses de possíveis parceiros comerciais.

Fonte: Eco4Planet

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