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Ficha Limpa nas Mídias Sociais

31/05/2010 | Tags: mídia campanha+eleitoral

Todo publicitário que se diz modernete diz que o case do momento é o do atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Vitória da Internet, que foi pilar do contato e disseminação das idéias do então candidato.

Mas, diferentemente do que se pensa, a campanha de Obama também investiu pesadamente nas mídias tradicionais, através do uso inteligente de conteúdo gerado pelos simpatizantes, o que valeu todos os prêmios que a campanha ganhou depois das eleições de 2008.

Ficamos na ansiosa espera de quem seria o político brasileiro da corrida presidencial de 2010 que chegaria mais perto de um case Obama.



Mas havia uma causa interessante rondando as Mídias Sociais e que obteve números impressionantes e por mecânica até mais simples do que criar uma rede social, por exemplo. O desejo maior, quase utópico, é acabar com a corrupção, promessa que o brasileiro houve desde sempre, em lutas que já tiveram como apoiador até o “caçador dos marajás“.

O objeto de interesse mais recente alimentado por este desejo: o Projeto de Lei Complementar nº 518 de 2009, conhecido popularmente como Lei Ficha Limpa. Resumidamente, o PLC 518/09 tornaria inelegível por um período de 8 anos além da pena o candidato condenado, e valeria também para políticos no poder, mesmo que o político renuncie ao cargo, como muitos envolvidos em escândalos espertamente fizeram para figurar novamente no Congresso após a eleição seguinte.

O plano: ganhar a opinião pública. A Lei Ficha Limpa partiu de movimento popular, ganhou atenção no Congresso, mas passou a ser mais comentada de uns meses para cá. Por meio de uma grande mobilização de pessoas, mais de 2 milhões de brasileiros assinaram um abaixo-assinado favorável à aprovação do projeto. Quando manobras para adiar a votação do projeto pelo Congresso começaram a ser articuladas, foram enviados mais de 41.000 e-mails para cada deputado federal em exercício por pessoas comuns como eu ou você. Não havia como a grande mídia ficar de fora, e a cobertura foi ostensiva.

Resultados efetivos? Aprovação no Congresso, sem mudanças no texto da Lei, e aprovação por consenso no Senado. Falta apenas a sanção presidencial e a mobilização é para que a lei já valha para estas eleições.

Valendo ou não, a mobilização via web em torno da pauta já é, sem dúvidas, meu case político e canarinho preferido deste delicado ano de eleições, e Copa do Muuuuundo, como diria Galvão Bueno.

Em minha modesta opinião, Política por Mídias Sociais serve para que as pessoas possam discutir abertamente o que não se fala nos programetes de Horário Eleitoral Gratuito e não para que um candidato ache que será um presidente aclamado pelo povo. Você se imagina fazendo santinhos a la Obama para algum pré-candidato?



Fonte: Brainstorm9

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