É interessante observar como a imperfeição, a naturalidade e em particular o rústico tornaram-se dimensões do luxo.
A hotelaria reflete este movimento com mais intensidade mas também pode-se percebê-lo no vestuário e na decoração das casas contemporâneas. Antigamente, o “bom gosto” e o luxo possuíam facetas e dimensões elaboradas, precisas, certinhas e previsíveis. Não havia espaço para o casual, para o acidental e para o verdadeiro.
Um exemplo é a primeira imagem deste post que é de uma rede de Lodges na África – o Singita Game Reserves. Você pode considerar que a faceta rústica é o que se espera de um hotel inserido em meio à natureza, ou seja, é um atributo inerente à ecohotelaria.
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Mas olhe a imagem abaixo, da recepção do Hotel Fasano, em São Paulo. Esta marca é uma das grandes expressões do luxo brasileiro e lá estão na parede da recepção tijolos sem acabamento. Uma expressão rústica, imperfeita e despojada.
O insight que o aumento da presença do rústico em nossas vidas nos traz não é um movimento decorativo, mas sim que a verdade nua e crua está em ascensão como expressão destes tempos. É importante lembrar que as tendências em design, estilo, decoração e materiais refletem a expressão de sentimentos, de atitudes e do momento.
Talvez por este motivo as pessoas estejam tão descompromissadas com os rituais do passado que envolviam maior cortesia, gentilezas e cuidados com o outro em suas interações. A verdade nua e crua está aqui dentro - na decoração das casas, no estilo das roupas, no design da hotelaria - porque está lá fora, na atitude das pessoas.
Fonte: Mundo do Marketing
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