Estamos assistindo a uma nova moda: a chamada "artificação" de objetos obsoletos e de pouco valor visual. Alguma coisa como colorir a porta da casinha do gás. Ou reproduzir um Picasso, um van Gogh ou um Klimt, como os que se vêem na imagem, na caixa de luz. Só porque sim!
O caso de hoje é o ar condicionado. Já reparou nas caixas volumosas que saem das janelas dos edifícios? Cinzentas, feias e aos milhares. Numa tentativa de tornar os aparelhos mais apetecíveis à vista e menos industriais, a LG criou a gama de ar condicionado ArtCool. Com estilo, inovadora e atraente, lembra-nos um ecrã plasma de televisão. Ideal para pequenos quartos e escritórios, o ArtCool é mais pequeno que os mecanismos convencionais e pode ser adquirido em várias cores e padrões.
No entanto, este não é o único exemplo. James Glancy foi convidado a modificar o monstro que era o sistema de ar condicionado da National Magazine Company, em Londres. Decidiu então colori-lo, tornando-o um ponto de visita para turistas e uma agradável surpresa para os habitantes da metrópole.
Outro designer que decidiu inovar nos ares condicionados foi David Billy, por iniciativa própria. Conhecido pela sua arte urbana, Billy transformou um aparelho abandonado e inútil numa televisão dos anos 90, feita de cartão. Chama-se Televox e chama a atenção dos transeuntes que passam pelo Brooklyn, Nova Iorque.
Por fim, o captador de vento de Dunstable Downs, Inglaterra, não é bem um ar condicionado. Melhor: é um sistema que condiciona o ar de forma artesanal, já que não utiliza energia elétrica. Trata-se de um bloco a 100 metros do Centro Chilterns Gateway que, levando o ar debaixo da terra até ao edifício, consegue refrescá-lo sem o uso de energias poluentes. A verdade é que não é nenhuma novidade, pois já é utilizado durante séculos na arquitetura persa. A novidade está, sim, na sua forma moderna que nos lembra um objeto qualquer de arte abstrata.