Quando o dono deste nome se reformou da sua própria empresa em 1919, estava longe de pensar que o seu hobby de colecionador de arte viria a transformá-lo no criador de uma das maiores fundações de arte do mundo e de um dos mais importantes museus de arte contemporânea: o Museu Soloman R. Guggenheim.
Frank Lloyd Wright foi encarregado de desenhar este edifício e, depois de 700 esboços, entregou o projeto final, que acabou sendo uma das suas últimas obras, mas também uma das mais populares. O arquiteto morreu seis meses antes, sem ver a inauguração do edifício, tal como o criador da fundação, falecido 10 anos antes do evento.
Como muitas das criações de Wright, o Museu Guggenheim prima pelo seu vanguardismo e pela arquitetura orgânica que valoriza os espaços abertos, iluminados naturalmente. Nas suas próprias palavras “comparado com Guggenheim, o Museu Metropolitano de Arte parece um celeiro protestante”.
Apesar das censuras, incluindo do New York Times,que o considerou uma mutilação da arquitetura e da pintura, o museu tornou-se um marco da arte contemporânea, tendo sido ampliado em 1992. Hoje, a fundação cresceu e existem museus Guggenheim também em Veneza, Berlim e Bilbao que consagram o culto da arte não-objetiva. Existem ainda planos para a construção de mais museus em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), Guadalajara (México) e Vilnius (Lituânia).
O museu celebrou as bodas de ouro com duas exposições especiais ao longo do ano: aquisições para a inauguração de 1959 e Kansinsky, esta última ainda em curso. O dia (21 de outubro) também foi marcado pela entrada gratuita no museu e pelo primeiro evento musical no espaço, intitulado “It Came From Brooklyn”.