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Primeiro prédio brasileiro movido a vento

26/04/2010 | Tags: arquitetura energia+eólica

O empreendimento, localizado em Porto Alegre - RS, na Avenida Carlos Gomes, na 3ª Perimetral, foi erguido em 2007 pela Capa Engenharia, com investimento de R$ 12 milhões da Luiz Augusto Empreendimentos Imobiliários.



Para a construção civil, representa mais uma confirmação de que é possível erguer torres respeitando o meio ambiente.

A tecnologia utilizada no edifício foi implantada com a ajuda do NUTEMA Núcleo Tecnológico de Energia e Meio Ambiente da PUC-RS em parceria com a administradora Auxiliadora Predial e a Energia Pura, que instalou o equipamento eólico no prédio.

Todo esse aparato promete economia. “A proposta é de que 20% de toda a energia consumida pelas áreas comuns do condomínio, ou seja, corredores, elevadores e estacionamento, sejam suportados por energia dos ventos”, afirma Christian Voelcker, diretor de Patrimônio da imobiliária Auxiliadora Predial, criadora e administradora do projeto. Segundo ele, a economia irá passar de 50%, pois – além dos benefícios do gerador – estes estão combinados os descontos de tarifas acertados com a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE).

O gerador eólico, instalado no topo do prédio, foi projetado inicialmente com a capacidade de gerar três quilowatts, para trabalhar apenas entre as 18 e 21 horas, horário de pico. Segundo o engenheiro, nesse período, o preço que se paga à distribuidora seria dez vezes maior que o normal. Por outro lado, é justamente nesse horário que os ventos são mais freqüentes.

O custo do equipamento (importado dos Estados Unidos) gira em torno de R$ 40 mil, e a expectativa é que o retorno do investimento venha em no máximo cinco anos (o edifício foi inaugurado em novembro de 2006). Se as expectativas se concretizarem, existe a intenção de triplicar a produção de energia eólica no prédio.

Se não bastasse a iniciativa da solução energética, o Edifício Eólis traz também a preocupação com o recurso hídrico. O empreendimento é capaz de reaproveitar a água da chuva, utilizando-a para abastecer bacias sanitárias e irrigação de jardim.

O prédio ainda não possui o reconhecimento LEED: se o tivesse, receberia a categoria ouro. Também atende aos dispositivos da ISO 14.000, quanto ao destino de dejetos – item que levou a Auxiliadora Predial a receber menção honrosa no Prêmio Nacional de Conservação e Uso Racional de Energia 2006 (Procel) – categoria Edificações.

Fonte: Go.Nature

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