O fotógrafo espanhol José Luis Rodriguez venceu a edição deste ano do Veolia Environnement Wildlife Photographer of the Year com a imagem de um lobo ibérico saltando uma cerca. Jim Brandenburg, membro do júri, salientou a dificuldade técnica da foto.
A fotografia de José Rodriguez, cujo original é quadrado, revelando a origem do filme, foi registada numa Hasselblad, um detalhe curioso num concurso normalmente dominado por formatos de 35mm e, hoje em dia, digitais.
O autor trocou a Nikon D2x que costuma usar por este formato para conseguir a foto pretendida, em que se vê, no original, um pouco do céu noturno entre o arvoredo alto, no canto superior direito. A imagem do fotógrafo convenceu o júri, que teve de escolher de entre 43.135 participações de 94 países. Uma seleção de imagens vai agora ser exposta no Museu de História Natural britânico, como é usual.
Vencedor na categoria de Retratos de Animais, Rodriguez confessa que construiu a imagem durante longo tempo, estudando a forma de conseguir aproximar-se dos lobos, para mostrar a sua agilidade e força.
Interessado em mostrar o animal numa cena de ação mas sem sangue, José Luis Rodriguez escolheu um ponto de passagem habitual dos animais na sua busca por comida e montou o equipamento com um sensor de movimento e uma barreira de infravermelhos que responderam à passagem do animal. Um diafragma de f/11 associado a uma velocidade de obturador de 1/30 e flash garantiram que tudo ficava em foco no momento decisivo.
Um dos juízes do evento, o fotógrafo americano Jim Brandenburg, reconhecido pela sua experiência em fotografia de lobos selvagens, afirmou que a foto, que mostra um lobo pulando a cerca , supostamente para atacar o gado, fala por si: "são anos de história congelados num momento executado com perfeição. Esta iamgem é tecnicamente bem mais complexa do que se pode imaginar".